Os analistas não escondem que a decisão que o Reino Unido vai tomar dia 23 de Junho, de ficar, ou não, na União Europeia está a deixar os investidores nervosos. Uma ansiedade para a qual em nada contribui o fato das perspetivas de crescimento económico não serem as mais animadoras em termos globais. A semana foi de pessimismo nas bolsas europeias e também em Portugal, muito por causa da derrapagem do BCP, mas esta sexta-feira hove uma recuperação técnica. Por Lisboa, o banco disparou 6,15% para 0,0190, deixando para trás o mínimo histórico de 0,177€.

O peso pesado da bosa portuguesa ajudou a sustentar a subida de 2,15% do PSI20, para 4.519,19 pontos, bem como metade das cotadas com subidas entre 2% e 6%.

A Altri, por exemplo, subiu 5,7% para 3,021 euros, depois de cinco sessões consecutivas de quedas. A Pharol, antiga PT SGPS, também valorizou 5,5% para 0,134 euros.

O BPI subiu 2,1% para 1,113 euros e, na energia, a Galo valorizou 2,2% para 11,815 euros, num dia de recuperação dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O barril de Brent, aquele que serve de referência para Portugal, recupera 3% nesta sessão para 48,50 dólares por barril.

Pela Europa, todas as praças fecharam a semana no verde, numa recuperação técnica e reagindo também ao facto de o assassinato, ontem, de uma deputada britânica que defendia a permanência do Reino Unido na União Europeia ter suscitado um sentimento de alerta a propósito do referendo. Por causa disso, segundo os analistas, o não à saída pode vencer no referendo do próximo dia 23 de junho, quinta-feira.