O BCP voltou a derrapar em bolsa esta quinta-feira, em mais uma sessão negra na qual chegou a tocar um novo mínimo histórico nos 0,0177 euros por ação. O banco liderado por Nuno Amado acabou por terminar o dia com cada título a valer 0,0179 euros, acusando uma depreciação de 6,28%, a maior do PSI20.

O banco já perdeu cerca de 62% do seu valor desde o início do ano e hoje nem o facto de DBRS ter decidido manter o rating do BCP travou as quedas. A nota está um nível abaixo do grau de investimento, com a agência canadiana a destacar o regresso do banco à rentabilidade, apesar dos desafios que o setor enfrenta.

No mesmo setor, o BPI também recuou quase 1% para 1,09 euros. 

A Sonae penalizou igualmente Lisboa, caindo 3,% para 0,753 euros, bem como a Galp, que recuou quase 0,5% para 11,56 euros, num dia de fortes quedas no mercado petrolífero. O barril de Brent, aquele que serve de referência para Portugal e que é negociado em Londres, recua mais de 3% para o patamar dos 47 dólares. 

Com isto, Lisboa também chegou a tocar hoje mínimos de quatro anos e fechou a perder quase 1% para 4.424,25 euros. Uma sessão muito penalizada pelo BCP, é certo, mas tal como em toda a Europa pelos receios do chamado Brexit.  

No geral, os investidores estão assustados com a possibilidade de os britânicos votarem a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. O referendo é para a semana, dia 23.

O FMI veio hoje alertar que caso o sim vença, o Brexit pode provocar "incerteza" e "volatilidade" e levar a um abrandamento do crescimento económico, nas palavras do porta-voz do Fundo, Gerry Rice, em conferência de imprensa.

"Um voto pela saída da UE abriria caminho a um longo período de grande incerteza, volatilidade nos mercados financeiros e um crescimento mais lento, ao mesmo tempo que o Reino Unido teria de negociar uma nova relação com a UE"

Duas novas sondagens publicadas hoje dão a vitória à campanha pela saída do Reino Unido da UE, quando falta uma semana para a consulta popular.