Última sessão da semana, receios na abertura das bolsas europeias. Os investidores estão à espera de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, que serão conhecidos durante a tarde. Por Lisboa, a atenção está e estará virada para a Moody’s, que vai divulgar o novo rating de Portugal. Está a ser dado como certo pelos analistas que vai manter no nível lixo.

Com estes receios, o PSI20 também arrancou no vermelho à semelhança das pares europeias, mas a verdade é que rapidamente passou para o lado dos ganhos (ainda que ligeiros, à volta de 0,3% na primeira meia hora de negociação), graças sobretudo ao BCP. O banco está a recuperar das quedas consideráveis dos últimos dias, com uma valorização de 2,83% para 0,0364 euros.

O BPI dá uma ajuda, subindo 0,5% e as ações já valem mais um pouco mais (1,115 euros) do que o preço oferecido pelo CaixaBank na OPA anunciada recentemente e que ainda falta formalizar (1,113 euros por ação).

No verde, também está a Sonae, com uma valorização de 0,53% para 0,955 euros, depois de a Sonae Indústria, que faz parte do grupo mas não está no PSI20, ter regressado aos lucros sete anos depois.

No entanto, a Sonae Capital, essa sim cotada no principal índice de referência da bolsa em Lisboa,  e que atua em áreas de negócio como o turismo, o imobiliário e a energia, está em maré de perdas. É o título que mais afunda (4,43% para 0,625 euros), numa reação aos resultados apresentados ontem à noite, depois do fecho de mercado. Os prejuízos agravaram-se em quase o dobro para 4 milhões de euros entre janeiro e março.