A bolsa nacional abriu em queda esta terça-feira, na segunda sessão em que as ações do BPI estão suspensas (a última cotação é a de sexta-feira, nos 1,191 euros). A CMVM continua à espera de mais detalhes sobre o acordo alcançado entre os dois maiores acionistas para resolver o problema da exposição de dívida a Angola. 

Ainda não são públicos os termos concretos do acordo e o regulador está à espera de mais informação. Tanto o BPI como o CaixaBank comunicaram apenas aos reguladores respetivos que as negociações foram concluídas com “sucesso” e remetem mais informações só para quando houver documentos “aprovados e formalizados", num negócio que terá de ser aprovado por várias entidades. Não se sabe quanto tempo é que isso vai demorar. Até lá, uma certeza: as ações continuam sem negociar em bolsa.

O PSI20 acompanhou as praças europeias na abertura no vermelho, com uma desvalorização de 0,14% para 4.871,55 pontos. com as bolsas a serem penalizadas por resultados desapontantes no setor mineiro nos Estados Unidos. Tudo aquilo que se passa na maior economia do mundo é seguido atentamente pelos investidores europeus. Também as vendas abaixo das previsões em França estão a pressionar. Paris perde cerca de 0,5%.

Quem continua a beneficiar qdestas mexidas no setor financeiro é o BCP. Voltou a especulação sobre a possibilidade de a empresária angolana Isabel dos Santos, deixando o BPI, poder entrar no capital do banco. As ações estavam a valorizar 0,9% na primeira meia hora de negociação para 0,0335€.

Seja como for, o peso pesado está sem força para conseguir puxar Lisboa para o lado dos ganhos. A pressionar estão as ações da Pharol, que caem 1,4% para 0,136 euros, a Jerónimo Martins, com um recuo de 0,55% para 14,41 euros e a EDP, que desce 0,3% para 2,93 euros. 

A Mota-Engil, por sua vez, valoriza 0,7% para 1,79 euros, no dia em que é notícia que a empresa vai reduzir pessoal em Angola. O negócio neste mercado está a ressentir-se com a queda do preço do petróleo.