A Bolsa de Lisboa iniciou a semana em contraciclo com as restantes praças europeias, com o índice PSI 20 a cair 0,19%, para os 5.350,36 pontos.  A praça nacional foi influenciada pelas quedas de títulos como a Pharol e a EDP.

Os títulos da Pharol foram os mais penalizados e sofreram uma queda de 8,919%, depois do regulador do sector das telecomunicações brasileiro ter criticado uma eventual fusão entre a OI e a TIM, por alegadamente prejudicar a concorrência. As ações da Pharol fecharam a 33,7 cêntimos.

A EDP registou a segunda maior queda do dia, mais de 2,5%, por causa da intenção do governo socialista de rever os contratos de concessões no setor da energia, o que afectará a empresa liderada por António Mexia.

Na banca, o dia foi de alguma falta de definição. O BPI fechou com uma queda de 0,8% e o BCP e o Banif tiveram uma variação nula. O Banif esteve a ganhar durante praticamente todo o dia e chegou a subir mais de 4%, a beneficiar de notícias que dão conta de haver vários interessados na compra de uma posição do banco. No entanto, as ações do Banif acabaram por fechar ao mesmo valor de sexta-feira, 2,3 décimas de cêntimo.

A nota positivo positiva do dia vai para o setor do retalho. Sonae e Jerónimo Martins ganharam, respectivamente, 0,8% e 1,9%, por causa da aceleração das vendas no retalho no mês de outubro.