A sessão das bolsas desta segunda-feira voltou a ter sinal negativo, amplificando um arranque de ano que desiludiu os investidores e que George Soros já comparou com o ano de 2008.

Para a generalidade das bolsas é a oitava sessão consecutiva em queda, uma situação provocada pelo forte abrandamento da China, a segunda maior economia do mundo. O índice CSI 300, que reúne os principais títulos das bolsas chinesas de Xangai e Schenzen, afundou 5%, arrastando o índice Hang Seng, de Hong Kong, para uma queda de 2,76%.

Na Europa, Lisboa liderou as desvalorizações (1,54%), seguida por Londres (0,69%), Paris (0,49%) e Madrid (0,26%), apesar de tudo, aliviando, no fecho, dos fortes recuos do início do dia.


Lisboa com maior série de quedas desde 2011 


A Bolsa de Lisboa encerrou em queda pela oitava sessão consecutiva, acumulando a maior série de desvalorizações desde finais de 2011.

A Galpenergia foi das principais responsáveis pelo comportamento do índice, tendo recuado 3,249%, após um corte do preço-alvo de 9% pelos analistas do BPI, acompanhando a descida dos preços do petróleo para mínimos dos últimos 12 anos. O Brent terminou o dia na Europa a valer 31,78 dólares por barril, uma desvalorização de 5,28% face aos preços de sexta-feira.

A contribuir para o desempenho negativo da bolsa estiveram também os títulos da banca. O BPI sofreu a maior queda do dia, de 4,929%, e o BCP recuou 1,735%. Os analistas consideram que os bancos estão a ser penalizados pela transferência de dívida sénior do Novo banco para o BES, o que, de acordo com uma nota do Commerzbank, vai ser contestado judicialmente pelos investidores afetados.

A agência de notação Fitch fez mesmo saber que a decisão do Banco de Portugal vai condicionar os ratings de futuros bancos de transição, por evidenciar os riscos de longo prazo a que os investidores podem estar sujeitos.