Os juros da dívida pública dos países do euro continuam sob pressão, perante a incerteza global e Portugal não escapa à tendência geral. Os juros da dívida pública portuguesa voltaram a subir face ao fecho de terça-feira e fecharam esta quarta-feira a 3,537% , o mesmo nível de agosto de 2014, depois da resolução do BES.

As dúvidas dos investidores sobre o Orçamento do estado de 2016 e a posição que irá ser assumida pelas agências de rating também estão a fazer aumentar a pressão sobre a dívida nacional, o que já levou o ministro das Finanças, Mário Centeno, em entrevista à Reuters,  a assumir preocupação com as yields da dívida soberana e a asegurar que vai manter o esforço de ajustamento orçamental.

Bolsa de Lisboa sobe 0,26% 

A Bolsa de Lisboa acompanhou a tendência europeia de alívio dos mínimos dos últimos dois anos, mas acabou por fechar com uma subida de apenas 0,26%, quando Milão disparou 5%, Madrid 3,3% e Frankfurt ganhou 1,97%.

Em Lisboa, o destaque do dia foi para a Portucel, com ganhos de 3,945%, e as empresas de retalho. Sonae e Jerónimo Martins valorizaram, respectivamente, 1,189% e 1,011%.

Os títulos da banca seguiram a tendência de recuperação europeia, mas de forma mitigada. O BPI ganhou 1,122% e o Millennium BCP 0,576%, num dia em que o Deutsche Bank recuperou na bolsa de Frankfurt 10,2%.

Na terça-feira, o banco alemão tinha recuado para níveis históricos, com dúvidas sobre a liquidez e a solidez de capital, dúvidas que foram hoje afastadas pelo próprio ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble. Para inverter a queda das cotações, o Deutsche Bank fez saber que considera recomprar milhares de milhões de euros de obrigações próprias.