A Bolsa de Lisboa terminou a sessão desta terça-feira com um muito ligeiro recuo de 0,01%, num dia marcado pela indefinição nas principais praças bolsistas europeias, na expetativa dos resultados da reunião do Banco Central Europeu, na próxima quinta-feira.

Os mercados esperam que Mário Draghi anuncie alterações na política monetária, designadamente, uma nova descida dos juros dos depósitos, que já estão em terreno negativo, para incentivar os bancos a aplicar dinheiro na frágil economia da zona euro.  

Por outro lado, o presidente do BCE pode anunciar o reforço do programa de compra de ativos, alargando o leque de ativos que o banco central pode vir a adquirir e também o prazo deste plano de incentivos, que deveria terminar em setembro de 2016.

 
Pharol volta a afundar por causa do Brasil e prejuízos


Em Lisboa, o índice PSI 20 voltou a ser prejudicado pela forte queda da Pharol. Os títulos estão a ser penalizados pelas declarações do regulador brasileiro do setor, que criticou a diminuição de concorrência provocada por uma eventual fusão entre a OI e a TIM.

Esta terça-feira a Pharol perdeu 2,97% do seu valor, também por causa dos prejuízos de 137 milhões de euros apresentados nos primeiros nove meses de 2015, provocados não só pelas perdas registadas pela OI, mas também pela desvalorização do real.

Em terreno negativo estiveram ainda a Mota-Engil, que caíu 2,13%, e todo o setor do retalho. Depois das subidas de segunda-feira, provocadas pela subida das vendas do retalho em outubro, a Sonae recuou 1,88% e a Jerónimo Martins 1,751%.
 

Banca liderou ganhos

 
A nota positiva do dia vai para o setor da banca. BCP e BPI estiveram a beneficiar de uma análise feita pela Caixa Banco de Investimento. O BPI ganhou 1,97%, para 1,138 euros por ação, depois do Caixa BI ter subido o preço alvo para 1,2 euros por ação. No caso do Millennium BCP, a valorização foi de 1,4%, depois do Caixa BI apontar para a melhoria da rentabilidade no mercado doméstico.

O Banif foi a estrela da sessão desta terça-feira, com ganhos de 4,35%, por causa das notícias que dão conta da existência de vários interessados em adquirir uma posição relevante no banco.