A Bolsa de Lisboa voltou a terreno negativo esta segunda-feira, interrompendo um ciclo de sete sessões consecutivas de valorização. A praça nacional acompanhou a tendência europeia, à espera de novas medidas de estímulo económico a ser apresentadas pelo Banco Central Europeu, depois da reunião do conselho de governadores na próxima quinta-feira.

As bolsas europeias reagiram também à subida do petróleo para o valor mais elevado do ano, com o barril do Brent a ganhar 3,8% e a atingir os 40 dólares.

O maior contributo para queda de 0,45% do índice PSI 20 veio da EDP. A elétrica viu o preço-alvo por ação ser revisto por duas casas internacionais, a Société Générale e a Natixis, para, respectivamente, 2,6 e 3 euros por ação. Os títulos recuaram 4,41% para os 2,7530 euros.

Também alvo de uma revisão de preço foi a operadora de telecomunicações NOS. A Berenberg diz que o preço das ações deverá rondar os 6,85 euros nos próximos 12 meses, contra os 7,2 euros anteriores. A NOS reagiu com um recuo de 0,655% para 6,040 euros.

BPI dispara quase 5%

A nota positiva do dia vai para o setor da banca. O BPI ganhou 4,991%, para 1,22 euros por ação, com a especulação em redor das negociações entre os seus dois maiores acionistas, o CaixaBank e a Santoro, de Isabel dos Santos. A acompanhar a valorização do concorrente, os títulos do Millennium BCP subiram 2,577%, para 0,0390 euros por ação.

No dia dos mercados merece ainda uma referência a subida dos juros da dívida pública portuguesa a 10 anos para 2,97%, na sequência da revisão em baixa do outlook da Fitch de positivo para estável, por causa das dúvidas sobre a concretização das metas de consolidação orçamental que constam do Orçamento do Estado de 2016.