As bolsas europeias terminaram esta terça-feira em terreno positivo, incentivadas pelo desempenho da Bolsa de Frankfurt que valorizou 1,69%, depois de terem sido divulgados dados do comércio internacional da Alemanha que ultrapassaram as expetativas dos analistas.

As exportações alemãs cresceram 2,4% em julho, para mais de 103 mil milhões de euros, e as importações 2,2%, para 80,6 mil milhões de euros, os valores mais elevados desde que há registos, ou seja, desde 1991. Os analistas contactados pela agência Reuters apontavam para um crescimento de 0,7% das exportações e de 0,5% das importações.

O impulso alemão fez com que as bolsas europeias fechassem todas em terreno positivo. Milão subiu 1,48%, Paris 1,07%, Madrid 0,82% e Lisboa 0,81%.


Lisboa ganha 0,81%


Em Lisboa, os pesos pesados contribuíram para a evolução positiva do índice principal, com destaque para os títulos da energia e do retalho.

A EDP valorizou 1,831%, a EDP Renováveis 0,628% e a Galp 0,489%.

No setor do retalho, a Jerónimo Martins ganhou 1,431%, no que foi acompanhada pela concorrente Sonae, que valorizou 1,212%. A Jerónimo Martins, que é o maior retalhista da Polónia,  beneficiou de notícias que dão conta de que a gigante britânica Tesco está vendedora das suas operações na Europa central, o que pode provocar uma onda de consolidação no setor e envolver, de alguma forma, a empresa portuguesa.
 

Banca penalizada por incertezas


Uma nota ainda para a banca, que continua a sofrer da incerteza sobre o impacto da venda do Novo Banco e das dúvidas sobre os novos rácios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu.

O BPI terminou esta terça-feira em terreno positivo, com uma ligeira subida de 0,692%, mas o BCP e o Banif voltaram ao vermelho. O Millennium BCP recuou 1,111% e o Banif 2,381%, depois das fortes quedas registadas na segunda-feira.