
As bolsas europeias seguem divididas. Depois de uma abertura negativa, pressionada pelo corte de previsões da Reserva Federal para a economia norte-americana, algumas praças anularam as perdas, animadas pelos resultados do leilão de dívida espanhol.
O país vizinho colocou 2.220 milhões de euros em obrigações a 2, 3 e 5 anos (acima do montante indicativo de 2 mil milhões). No prazo mais curto, os juros mais que duplicaram e no mais longo ultrapassaram pela primeira vez os 6%. No entanto, a procura foi muito elevada e isso aliviou os mercados periféricos. Milão sobe 0,26% e Madrid 0,01%, quando ao início da manhã chegou a cair mais de 1,5%.
No mercado secundário, os juros das obrigações espanholas a 10 anos continuam longe do pico de quase 7,3% registado há alguns dias, e seguem pouco acima dos 6,5%.
As restantes praças continuam em queda, incluindo Lisboa, onde o PSI20 desce 0,46% para 4.656,49 pontos.
A Galp lidera as descidas, em baixa de 2,07% para 9,56 euros, a acompanhar a queda do petróleo, que negociou a 91 dólares por barril em Londres esta manhã. É o valor mais baixo dos últimos 18 meses.
Também em queda continua a Cimpor, mesmo assim a aliviar face às descidas superiores a 3,5% que chegou a registar de manhã. A cimenteira, que vai abandonar amanhã o PSI20, cai 1,51% para 5,36 euros. Ontem a brasileira Intercement anunciou que conseguiu mais de 90% do capital da empresa na Oferta Pública de Aquisição, mas disse que não pretende lançar para já uma OPA potestativa para retirar a Cimpor de bolsa.
No vermelho continua ainda o BES, a perder 0,97% para 51 cêntimos, com o BPI a subir quase 1% e o BCP praticamente estável.
No verde, a nota de maior destaque cabe à Sonae, que avança 2,18% para 42 cêntimos.
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