logotipo tvi24

Grécia e Espanha lançam alarme nas bolsas

Lisboa pressionada por BES e EDP

Por:
   |   2012-05-16 17:08

As bolsas europeias viveram esta quarta-feira uma das sessões mais atribuladas dos últimos tempos, devido às preocupações em torno da Grécia, que volta a eleições dia 17 de junho, e da vizinha Espanha, onde a situação piora de dia para dia.

Atenas afundou mais 2,92%, com os rumores de saída do euro a intensificarem-se de dia para dia. Já Madrid, caiu 1,33%, e chegou a bater novo mínimo desde 2003, com os juros da dívida a 10 anos a ultrapassarem a barreira dos 6,5%.

À onda de perdas só escapou Paris, que recuperou 0,31% esta tarde, animada pelo setor financeiro, depois de alguns analistas terem afirmado que uma eventual saída da Grécia do euro teria um impacto limitado nos bancos franceses.

Em Lisboa, o PSI20 recuou mais 1,88% para 4.890,13 pontos, num dia em que bateu também mínimos de 16 anos.

O BES registou a queda mais profunda: 8,28% para 0,53 euros, depois de ter anunciado ontem que o seu lucro caiu 84% no 1º trimestre, para 11,6 milhões de euros, pior do que os analistas previam.

No mesmo setor, o BPI também perdeu 1,30% para 0,38 euros, tendo negociado ao valor mais baixo de sempre. O BCP ficou estável nos 10 cêntimos certos por ação.

No vermelho fecharam ainda os pesos pesados da energia e comunicações. A EDP deslizou 4,25% para 1,92 euros, registando mínimos de 8 anos, e a PT desceu 1,50% para 3,94 euros.

A nota de destaque no verde vai para a Galp, que avançou 0,97% para 10,38 euros. Durante a manhã, a empresa chegou a bater mínimos de 2009, mas recuperou depois de ter anunciado uma nova descoberta de gás natural «de grande dimensão» em Moçambique.

Além da Galp só a Sonae fechou no verde, com um ganho ligeiro de 0,25% para 40,4 cêntimos.

Partilhar
EM BAIXO: Mercados
Mercados

Skoda Citigo chega a Portugal
Preços arrancam nos 9.545 euros
Veja as capas dos jornais de hoje
Revista de imprensa deste sábado
Governo: áreas-chave que vão criar emprego em 2013
Ministério da Economia aponta 14 setores que estarão em destaque durante este ano «particularmente difícil»
PUB