Washington está a investigar alguns dos principais bancos europeus como é o caso do Crédit Agricole e Société Générale em França, o alemão Commerzbank e o italiano UniCredit avança a Bloomberg.

BNP Paribas aceita pagar multa recorde de 8,9 mil milhões

Após o BNP Paribas reconhecer, na segunda-feira, ter violado os embargos dos EUA a Cuba, ao Irão e ao Sudão, países que constam da «lista negra» dos Estados Unidos, as autoridades norte-americanas reconheceram novas investigações a outras instituições financeiras europeias.

Ao fim de meses de duras negociações, o banco francês sofreu a sanção mais pesada alguma vez aplicada a um banco estrangeiro a operar nos EUA, aceitando pagar uma multa recorde de 8,9 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros).



Esta tendência para escrutinar os bancos surge com a crise financeira de 2008, deixando os bancos europeus expostos a uma observação mais precisa até pelo processo em curso da união bancária, que tem permitido ao Banco Central Europeu (BCE) a exigência de reservas e provisões que assegurem a viabilidade financeira destas instituições.

As instituições financeiras que alegadamente são responsáveis por movimentar dinheiro com países da lista negra dos Estados Unidos já foram alvo de 22 processos judiciais desde que o Presidente Barack Obama assumiu o comando norte-americano.