A diretora do orçamento da Casa branca ordenou na noite de segunda-feira às agências federais para começarem a encerrar os serviços depois do Congresso não ter conseguido um acordo para acesso a fundos por parte do governo federal.

Apesar das reuniões que ainda decorrem no Congresso, a Câmara dos Representantes, de maioria republicana, e o Senado, de maior democrata, não conseguiram aprovar uma lei que permitisse a continuidade do pleno das funções do governo federal.

«As agências devem agora executar planos de paragem ordenada devido à ausência de dotações», disse Sylvia Mathews Burwell, responsável pelo departamento de administração e orçamento na Casa Branca.

Há 17 anos que as agências federais não eram encerradas.

O encerramento obrigará a mandar para casa mais de 800.000 pessoas entre os 2,1 milhões de funcionários federais durante o tempo que se prolongue a escassez de fundos e poderá custar mais de mil milhões de dólares para os cofres públicos, segundo a Casa Branca.

A emissão de dados económicos será interrompida, os parques nacionais ficarão fechados embora se mantenham serviços básicos como correio, controlo de tráfego aéreo, emissão de cheques de pensões e a atividade de agentes policiais e de segurança.

Embora as agências federais tenham iniciado a paralisação, republicanos e democratas continuam em reuniões no Congresso com o objetivo de solucionar o problema que, contudo, não evita uma paragem de, pelo menos, um dia.

Sylvia Mathews Burwell, responsável pelo departamento de administração e orçamento na Casa Branca, apelou ao Congresso para agir rapidamente e aprovar uma resolução do problema.

O principal ponto da discórdia entre republicanos e democratas é o adiamento pretendido pelos republicanos da reforma da saúde, que Barack Obama recusa protelar.

O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, disse «ser desnecessário» os Estados Unidos estarem a passar pelo problema de paralisação do governo federal.

Republicanos e democratas acusam-se mutuamente do falhanço das negociações.