
[Atualizada às 15 horas com comentário de Filipe Silva, do Banco Carregosa]
Portugal colocou esta quarta-feira 1.500 milhões de euros em dívida pública, com prazos a seis e 12 meses. Os juros subiram no prazo a um ano.
De acordo com a informação divulgada pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o país conseguiu colocar 500 milhões em Bilhetes do Tesouro a seis meses, com uma taxa média de 2,935%, face aos 2,9% pagos no leilão anterior com a mesma maturidade.
Já no prazo a 12 meses, Portugal vendeu mil milhões com uma taxa de 3,908%, face aos 3,652% pagos no leilão anterior.
A procura foi elevada, com o rácio de cobertura no prazo a seis meses a atingir 4,1 vezes a oferta e no prazo a 12 meses 5 vezes a oferta.
O valor colocado é o mais elevado do intervalo do montante indicativo, que era de 1.250 a 1.500 milhões de euros.
Dívida ainda será paga durante acordo com troika
«Estas emissões decorreram sem surpresas», considerou o diretor de gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, acrescentando que «muitos investidores têm estado a comprar dívida portuguesa no mercado secundário e o interesse mantém-se».
Quanto às taxas de juro, saíram «em linha com o que está a ser feito para as emissões antigas que já estão no mercado (secundário)».
«Como esta dívida vai ser paga ainda durante a vigência do Plano de Ajuda externa, a perceção do risco é menor e há interesse do mercado. Tudo correu dentro da normalidade. O próximo teste vai ser a emissão de dívida a ser paga depois de Setembro de 2013», conlcuiu.