«Fala-se do buraco, do buraco, do buraco... Devo dizer que a minha formação é em matemática. Apresentem-me números»«Não encostei uma pistola à cabeça de ninguém»

«achincalhamentos pessoais»

«Eu não queria falar, mas obrigam-me a dizer uma coisa: se vocês analisarem a carteira de crédito que nós deixamos na minha legislatura, se quiserem, era de cerca de 6,7 mil milhões de dólares. Em junho passado, um ano e meio depois de eu sair, este valor passou para 9,2 mil milhões de dólares. Se fizerem uma média aritmética simples, o crédito cresceu duas vezes mais. Se o banco estava tão mal e o rácio de transformação péssimo, como é que se justifica crescer 2,3 mil milhões de crédito?»




«Também ninguém fez análise de quanto é que o BES Portugal aumentou a sua linha de crédito desde que eu saí do BESA: foi mais de 1 bilião de dólares. O banco expôs no período em que eu saí cerca de 500 milhões de dólares em cartas de créditos. Digam-me os senhores deputados se há alguma moralidade para virem dizer que... Isto é factual, não é porque um jornal disse...»

«Foi para lá uma pessoa boa, mas que duplicou mais o que estava feito. E quanto é que o BES pôs lá e tirou daqui [de Portugal] no espaço de um ano? Fui por acaso eu que disse para se investir 500 milhões num hospital em angola em novembro? E mais 500 milhões em imobiliário? Isto são declarações públicas de Ricardo Salgado»


«Não estou a dizer isto para me vitimizar. Também tenho de me defender». «Eu sou culpado, sou. Sou e tenho responsabilidades. Se pudesse voltar atrás se calhar podia fazer diferente. Mas fi-lo em consciência. A achar que estava a fazer o melhor. É verdade que tínhamos de reformular [a questão dos depósitos e um maior esforço de rácios de solvabilidade», mas tudo aquilo que foi pavoroso, que se encontrou lá, enfim... É o que tenho a dizer»


encontrou no BESA foi «pavorosa» «Se houve surpresa, então éramos todos incompetentes»

«Eu não fui ao BES, não encostei uma pistola à cabeça de ninguém»

«Podem dizer que o BESA atribuiu mal os créditos, mas eu não sou responsável por tirarem dinheiro daqui e meterem em Angola»

«o dinheiro nunca saiu de Portugal»



 que classificou de «altíssimos», «nove vezes mais do que uma empresa normal».

Não houvesse a crise do BES e do GES não havia esse problema [da garantia]. Houve a decisão de elevar um crédito a total imparidade



prenda de 14 milhões que o construtor José Guilherme deu a Ricardo Salgado, confirmou-a e disse que foi ele próprio, enquanto ex-presidente do BESA, que autorizou a operação