O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, considerou, esta quinta-feira, que o que se passa no BES Angola configura «um caso de polícia» e lamentou que, «ao contrário de em Portugal, em Angola fazem-se perguntas mas não há resposta».

No final de um discurso em Lisboa no ‘International Club de Portugal’, já na fase de perguntas e respostas, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) admitiu ter sido «tentado a colocar o BESA no discurso», mas explicou que «como há uma evolução todos os dias», achou ser «um terreno escorregadio que não devia mencionar».

Há várias questões, disse, «que configuram inconstitucionalidades e uma atitude e comportamento não transparente» das autoridades, disse o presidente da UNITA, respondendo a uma questão do deputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro, que integra a comissão de inquérito ao que se passou na gestão do grupo e do Banco Espírito Santo.

 

Já o presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Rui Guerra, admitiu numa mensagem de despedida aos colaboradores que a instituição foi «embrulhada» num «tsunami vindo de outras paragens» e «impossível de vencer».

 

A posição surge numa mensagem de correio eletrónico que Rui Guerra dirigiu, cerca das 21:00 de quarta-feira - após a Assembleia-Geral (AG) extraordinária que ditou a alteração da estrutura acionista da instituição -, aos colaboradores, que denominou de «grande equipa BESA».

 

Rui Guerra esteve em funções 18 meses, substituindo no cargo o angolano Álvaro Sobrinho, tendo assumido nesta mensagem, a que a Lusa teve hoje acesso em Luanda, o «fechar deste último ciclo», que representou «um desafio tremendo de dificuldades».