O banqueiro Ricardo Salgado saiu esta quinta-feira em liberdade após o pagamento de uma caução de três milhões de euros. Foi constituído arguido pelos crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais. Mais tarde, reforçou a sua «total disponibilidade» para colaborar no processo.

Segundo o comunicado da PGR, Salgado está proibido de sair do país e de contactar com «determinadas pessoas».

O advogado de defesa informou os jornalistas presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa que o ex-presidente executivo do BES não ia ficar detido.

«Ricardo Salgado veio cá, colaborou com a justiça, prestou a sua visão sobre factos e assim continuará. Agora seguirá para sua casa normalmente, o assunto por hoje termina aqui», afirmou Francisco Proença de Carvalho.

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A nota da PGR confirma que «o arguido manifestou o propósito de prestar declarações e de colaborar com a justiça para o esclarecimento dos factos».

«Ele prestou declarações e continuará sempre a colaborar com a justiça», insistiu o advogado.



Ricardo Salgado foi detido esta quinta-feira na casa onde reside, no Estoril, e constituído arguido.

«No âmbito do Processo Monte Branco, o Ministério Público (DCIAP) tem vindo a realizar várias diligências que culminaram com a detenção de Ricardo Salgado no dia de hoje», lê-se na nota da PGR divulgada esta manhã.

Os crimes dirão respeito, sobretudo, às transferências de 14 milhões que o antigo banqueiro recebeu do construtor José Guilherme.

A detenção ocorreu levada a cabo no âmbito do envolvimento do ex-banqueiro na chamada Operação Monte Branco, que investiga a maior rede de branqueamento de capitais alguma vez detetada em Portugal.