Ricardo Salgado vai ter uma reforma anual superior a 900 mil euros por ano, acrescida de um seguro de Saúde Vitalício.

No último relatório do governo das sociedades do Banco Espírito Santo (BES), as regras inscritas ditam que a pensão a atribuir corresponde à «soma do valor da remuneração fixa anual auferida no último ano de exercício de funções, com a média das remunerações variáveis auferidas durante todo o tempo em que o referido administrador desempenhou funções de administração executiva no BES», avança o Correio da Manhã.

Salgado recebeu um salário fixo de 550 mil euros, no último ano, a que se soma a média das remunerações variáveis acumuladas ao longo dos 23 anos à frente do banco.

Em 2012 e 2013 não recebeu nenhum prémio mas em 2010 e 2011 acumulou quase um milhão de euros.

Já entre 2005 e 2009 a política de remunerações «variáveis» no BES foi bastante generosa uma vez que o relatório do governo das sociedades de 2005 aponta para um montante discriminado de 4,6 milhões de euros aos elementos da Comissão Executiva do banco.

A falência do banco americano Leman Brothers em 2008 desencadeia a crise das dívidas soberana e os prémios pagos subiram, atingindo um máximo de 8,8 milhões, referentes ao exercício de 2007.

O cálculo das pensões foi aprovado na última Assembleia Geral do banco ocorrida em março de 2013, em que se aprovou também a regra de que a componente fixa da reforma não pode ser superior ao maior salário auferido por um administrador executivo em funções.