Após mais de seis horas de audição e de alguns elogios dos deputados à postura de Henrique Granadeiro, o presidente da comissão de inquérito, Fernando Negrão, decidiu fazer uma rara pergunta, relacionada com a atitude de Zeinal Bava na semana passada, quando se afastou de qualquer responsabilidade de decisão.
 

«Do seu conhecimento, Zeinal Bava tinha uma gestão macro ou era de se envolver minuciosamente nas empresas?»


Granadeiro hesitou antes de responder, mas acabou por dar razão à convicção dos deputados de que Bava não disse tudo o que sabia.
 

«Não me faça essa maldade… Eu trabalhei com Zeinal Bava em situações diversas. Ele é um gestor de mão muito em cima das coisas… Tem uma capacidade de trabalho invulgar e uma capacidade de construir equipas extraordinária».


O ex-presidente da PT acabou por referir que ambos tinham «defeitos compatíveis» e, por isso, nunca tiveram «problemas de relacionamento». 

Fernando Negrão acabou por concluir, então, que a comissão de inquérito ficou «muito mais satisfeita» com esta e outras repostas do que com as dadas na audição de Bava.

Granadeiro pediu ainda a palavra para pedir desculpas aos acionistas da PT lesados com a fusão com a Oi. «Quisemos voar alto, mas o sol queimou-nos as asas», lamentou, terminando quase a chorar.