O Primeiro-ministro recusou comentar a crise no Grupo e Banco Espírito Santo. «Não quero fazer comentários sobre essas questões, porque elas respeitam a um grupo privado que tem os seus interesses legítimos e normais, mas que não cabem na alçada direta nem do Governo nem neste caso do supervisor [financeiro]», Pedro Passos Coelho falou aos jornalistas durante uma inauguração de um lar de idosos, no concelho de Sintra.

O responsável do Governo ainda acrescentou que o BES «terá com certeza, como outros grupos, os seus problemas para resolver, e o Estado não é chamado a resolver esses problemas»

Sobre as consequências da crise no BES para o setor financeiro, o Primeiro-ministro garantiu que nenhum banco representa atualmente uma preocupação para o Governo e «no caso do Banco Espírito Santo até concluiu agora recentemente um aumento de capital que foi bem-sucedido».

Pedro Passos Coelho concluiu e reforçou que «as questões que respeitam a problemas de capitalização de grupos que também têm uma área financeira, como é o Grupo Espírito Santo, mas que têm muitas outras atividades não respeitam especificamente nem ao Governo nem ao supervisor da área financeira, porque são problemas de natureza não financeira».