Os emigrantes lesados pelo Banco Espírito Santo que aceitem a solução comercial proposta pelo Novo Banco ficam com obrigações do banco, mas sem a instituição garantir o seu valor ou com a garantia de que consigam ser vendidas.

Aos emigrantes que não assinem a proposta, o Novo Banco não assume qualquer responsabilidade, nem garantia de que venham a recuperar o dinheiro.

Os emigrantes clientes do papel comercial já receberam o documento do Novo Banco com as explicações sobre a solução comercial.

No documento enviado aos emigrantes lesados, o banco de Stock da Cunha esclarece que os clientes vão ficar com obrigações do Novo Banco, que serão cotadas na bolsa do Luxemburgo.  O valor dos títulos é uma incógnita.

Para receber a totalidade do dinheiro das obrigações, os emigrantes vão ter que esperar pela sua maturidade, ou seja, mais 35 anos.

Se quiserem vender antes no mercado secundário, o Novo Banco não garante o preço nem que haja um comprador.
Segundo o movimento dos emigrantes lesados, estas obrigações são consideradas pela agência de notação Moody's como altamente especulativas, o que dificultará ainda mais a sua venda.

Como estas obrigações ainda existem no mercado, será o Novo Banco a definir o seu valor com base noutras cotações, no entanto, o Novo Banco tem um interesse direto nesta avaliação.

Quanto maior for o valor das obrigações no momento da transferência para os clientes menor será o montante que o Novo Banco vai ter que assumir nos depósitos a prazo para que estes emigrantes possam receber até 90% do seu investimento.

Os emigrantes têm até sexta-feira para tomar uma decisão e mesmo aqueles que já assinaram a proposta podem voltar atrás.

Quem não aceitar esta solução comercial vai continuar a ser dono de ações preferenciais que não têm qualquer liquidez no mercado. O Novo Banco não assume qualquer responsabilidade sobre a emitente destes títulos nem sobre a sua futura rentabilidade.