O Novo Banco chegou a acordo com 80% dos emigrantes lesados pelo BES. A informação foi revelada ao mercado esta quinta-feira, através de um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

"O Novo Banco informa que aderiram à solução comercial 80% dos Clientes (titulares de 77% do número de Ações Preferenciais emitidas pelos Veículos), tendo o Novo Banco recebido instruções de voto que asseguram a maioria necessária para deliberar a alteração dos estatutos de cada um dos Veículos"


O Novo Banco começou a apresentar aos emigrantes em julho uma solução comercial, para reaver o dinheiro, investindo nos produtos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro. 

Quem não aceitar esta solução comercial vai continuar a ser dono de ações preferenciais que não têm qualquer liquidez no mercado. O Novo Banco não assume qualquer responsabilidade sobre a emitente destes títulos nem sobre a sua futura rentabilidade.  

No total estão em causa aplicações no valor global de 720 milhões de euros. Fonte oficial do banco diz que, no total, são 7.000 os emigrantes que investiram em papel comercial do GES. Ou seja, contas feitas, terão sido 5.600 os emigrantes lesados a aceitar o acordo.

O banco liderado por Stock da Cunha refere  que a primeira fase deste processo prevê transferir para o cliente "o património do veículo, na proporção das acções preferenciais de que o mesmo é titular".

A solução comercial proposta pelo Novo Banco previa a assinatura prévia dos clientes para que o Novo Banco e o Credit Suisse possam anular os veículos financeiros. Só depois seria possível avançar com a proposta que garantisse pelo menos 60% do capital investido, e liquidez se essa for a opção, assim como um depósito anual crescente a seis anos, que prevê recuperar no mínimo 90% do capital investido.