A Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) escreveu uma carta aberta aos interessados no Novo Banco sublinhando a "importância de uma solução" para aqueles que "depositaram a confiança e o seu dinheiro no ex-BES".

O texto, que a agência Lusa consultou, é endereçado aos grupos chineses Fosun e Anbang e ao fundo norte-americano Apollo, que têm sido referidos como os selecionados para a fase final de propostas para a compra.

A associação de lesados frisa que, "ainda hoje, os clientes continuam à espera da devolução das respetivas poupanças", dizendo acreditar numa "solução justa" para o problema.

Os clientes pedem aos interessados no Novo Banco para não acreditarem na ideia de que os lesados se vão "cansar de lutar".
 

"Se vos disseram que os clientes do papel comercial não têm o direito a ser reembolsados pelo Novo Banco ou por quem o vier a comprar, não acreditem!".


O Novo Banco foi capitalizado com 4.900 milhões de euros por parte do Fundo de Resolução bancário: 3.900 milhões foram emprestados pelo Estado e o restante por vários bancos a operar em Portugal e por capitais do próprio Fundo de Resolução.

A entidade foi entretanto posta à venda, havendo atualmente três interessados que terão até sexta-feira para melhorar as suas propostas.

A "melhor" proposta, dizem os indignados do papel comercial, terá de fazer parte da solução e não continuar a perpetuar a mentira e o esbulho das poupanças dos clientes que acreditaram no sistema bancário".