A Polícia Judiciária realizou buscas à família Espírito Santo e altos quadros do BES e o próprio Ricardo Salgado acompanhou parte destas buscas. Ao fim de 10 horas, o advogado admitiu que irá "denunciar todos os abusos que estão a ser cometidos", sem, no entanto, querer aprofundar a que abusos se refere.

Veja o filme do dia frente à casa da família Espírito Santo.

Perante a insistência dos jornalistas, disse que a defesa "reagirá sempre que entender que estão a ser cometidas algumas ilegalidades". 

"Com serenidade e objetividade, cooperante e leal... é assim que vamos continuar", acrescentou. "Este é o momento dos acusadores; é o momento do senhor juiz de Instrução Criminal, do Ministério Público, e das diligências que entendem fazer. O momento da defesa também chegará. E a defesa não deixará de exercer todos os direitos, dentro do Estado do direito, e denunciar todos os abusos neste processo".

O advogado Francisco Proença de Carvalho fez ainda referências ao segredo de justiça, e à forma como ele tem sido quebrado, fazendo menção ao facto de os jornalistas estarem no local desde o início da diligência. "Não vou fazer mais comentários porque tenho respeito pelo segredo de justiça. A Procuradoria-Geral da República fará os comunicados que entender".

Segundo o que a TVI apurou, a operação inclui casas, bens patrimoniais e escritórios ligados à família de Ricardo Salgado, o ex-líder do Banco Espírito Santo, como as casas que possui em Lisboa e arredores, bem como a Comporta. Também o seu primo José Manuel Espírito Santo é outro dos visados.  

As buscas incidem, ainda, sobre outros altos quadros do antigo BES, como Morais Pires. Quatro carros e oito agentes com pastas na mão saíram da casa de Alenquer, pelas 12:50, testemunhou o repórter da TVI no local.  

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