O membro da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE), Benoît Coeuré, criticou as propostas dos líderes do centro-esquerda na Europa para relaxar as regras da União Europeia sobre o défice público, em declarações publicadas este domingo por um jornal alemão.

«O Pacto de Estabilidade e Crescimento não pode ser relaxado ao ponto de perder a sua credibilidade», afirmou o responsável ao Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, citado pela agência de notícias francesa (AFP).

«Não vamos repetir os erros de 2003», quando a Alemanha e a França violaram as rígidas regras orçamentais, afirmou Benoît Coeuré ao jornal conservador.

No debate sobre como reavivar as economias atingidas pela crise, países como a França e a Itália apelaram a maior flexibilidade e a mais tempo para corresponder às condições do Pacto de Estabilidade.

De acordo com as regras da União Europeia, os défices públicos (a diferença entre as receitas e as despesas dos governos) não devem ultrapassar o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) anual.

Já a dívida acumulada não deve ultrapassar os 60% do PIB, também de acordo com o Pacto de Estabilidade e Crescimento.

O ministro da Economia alemão, o social-democrata Sigmar Gabriel, sugeriu recentemente que os países em dificuldades económicas recebam alguma folga em termos das regras orçamentais enquanto colocam as suas finanças públicas em ordem.