O défice da Balança Corrente de Portugal disparou mais de 25 vezes nos quatro primeiros meses de 2014, dado o forte aumento do saldo negativo da Balança de Bens e Serviços, quando a economia consolida a retoma económica, segundo o Banco de Portugal.

Crédito malparado nas empresas atinge novo recorde

O défice da Balança Corrente subiu para 816 milhões de euros (ME) entre Janeiro e Abril de 2014, contra o défice de 32 ME há um ano e após ter encerrado 2013 com o primeiro excedente anual em duas décadas.

A Balança de Bens e Serviços teve um défice de 98 ME nos quatro meses de 2014 versus um superávite de 222 ME no período homólogo de 2013.

O BdP adiantou que a Balança Corrente e de Capital teve um superávite de 249 milhões face ao saldo positivo homólogo mais acentuado de 674 milhões de euros.

Portugal teve o primeiro excedente da Balança Corrente entre Janeiro e Junho de 2013, da ordem dos 142 milhões, tendo fechado o ano passado com o primeiro excedente comercial desde 1943, em plena segunda grande Guerra Mundial.

O Executivo já anunciou que o país fechou 2013 com um défice público em redor dos 5% do PIB, abaixo da meta imposta pela troika, mas o país ainda tem uma árdua tarefa para cortá-lo para 4 % do PIB em 2014.

Apesar do austero resgate, o Governo reviu em alta quatro décimas a estimativa de crescimento para 1,2% em 2014, que compara com as contrações de 1,4% em 2013 e 3,2% em 2012 - ano em que teve a mais grave recessão económica em três décadas.

Mas, entretanto, o PIB português teve um crescimento homólogo de 1,3% no primeiro trimestre de 2014, abrandando face aos três meses anteriores, , com o abrandamento das exportações a ofuscar o bom desempenho do investimento.