O presidente do BCP, Nuno Amado, considerou que, mais importante do que debater se é, ou não, necessário o recurso a um programa cautelar por Portugal depois da troika, é o país seguir o rumo da consolidação orçamental.

«Não tenho nenhuma opinião definida. Qualquer decisão é boa, desde que seja adequada às circunstâncias», revelou o banqueiro na apresentação dos resultados do banco, depois de ser questionado pelos jornalistas sobre se considera mais adequado uma saída do programa de ajustamento à irlandesa ou através do recurso a um programa cautelar.

«Temos que continuar a estratégia de consolidação orçamental. Mais aqui, ou mais acolá, tem que ser o nosso pano de fundo para os próximos anos porque temos um nível de endividamento muito alto», salientou Nuno Amado.

O responsável considerou que o ideal é que a decisão seja tomada pelas autoridades numa altura mais próxima do final do programa de ajustamento, no segundo trimestre do ano, de forma a estar melhor suportada face à realidade envolvente.

«Há um mercado muito volátil, por isso, acho normal que a decisão só seja tomada mais próxima do momento em que tem que ser tomada, para dar garantias», afirmou Nuno Amado, apontando para a recente crise a nível cambial nos mercados emergentes para justificar esta posição.