
O BCP anunciou esta segunda-feira que tem, por esta altura, necessidade de reforço de fundos prórios de 2,5 mil milhões de euros, para conseguir obedecer ao rácio de 9% exigido até Junho.
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre do ano, o administrador do banco, Miguel Bragança, garantiu que «o BCP tem cerca de 1,6 mil milhões de euros, mais 900 milhões em necessidades de capitais para cumprir o rácio de 9% da EBA em Junho».
O BCP chegou ao final de Março com um rácio «core Tier 1» de 9,2%, que compara com os 6,7% de há um ano.
Na mesma conferência, Nuno Amado adiantou que o BCP detém 4,5 mil milhões em dívida pública portuguesa, não estando, para já, decidida a dimensão do aumento de capital. Certo é que Amado rejeita a entrada direta do Estado no capital do banco.
O CEO do BCP admitiu que 2012 «não será um ano favorável», mas ainda assim considera que os depósitos vão crescer.
Os lucros do BCP caíram 55% nos primeiros três meses do ano, para 40,8 milhões de euros.