
O novo CEO do BCP, Nuno Amado, disse esta segunda-feira que não está decidido «quanto e quando» será o aumento de capital. Mas é certo que o banco vai «estar num processo de discussão com as autoridades».
«Não está decidido quando e em quanto será o reforço de capitais. O que está definido é que a 30 de Junho temos de cumprir os 9% da EBA para o rácio core Tier 1», disse Nuno Amado, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre, dando a entender que o banco está em processo de discussão quanto ao contornos do aumento de capital e participação do Estado.
Amado adiantou ainda que os «CoCos» - títulos de dívida potencialmente convertíveis em acções - «serão uma parcela maior do que o aumento de capital tradicional no plano de capitalização».
«Não está prevista a entrada direta do Estado»
Quanto ao papel do Estado no banco, Nuno Amado foi categórico: «Não está previsto no nosso plano de capital e liquidez a entrada direta do Estado no capital» do BCP, mas antes «o recurso ao apoio do Estado noutras formas de capital».
«E, se houver um aumento de capital, espero que hajam novos acionistas, mas não a entrada de um acionista de referência», apontou.
O presidente executivo do maior banco privado português em ativos explicou que o BCP tem necessidades de capital de 2,5 mil milhões de euros, sublinhando que 2012 não será um ano favorável para a instituição financeira.
O responsável adiantou ainda que «há tempo para o plano de recapitalização» antes de 30 de Junho, «se as decisões forem tomadas nos próximos dias». Ainda assim, disse, «o tempo urge».
Certo é que a instituição detinha, até fim de março, 4,5 mil milhões em dívida pública portuguesa.
O banco fechou o primeiro trimestre com lucros de 40,8 milhões de euros, menos 55% face ao homólogo.
[Notícia atualizada às 19h45 com mais declarações]
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