O Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, admitiu esta quinta-feira que o maior receio que tem em termos económicos é de que a atividade económica na zona euro entre numa estagnação prolongada e com elevadas taxas de desemprego.

BCE mantém taxa de juro inalterada nos 0,25%

«O meu maior medo» é que a economia entre numa «estagnação prolongada em comparação com o nosso cenário base» e com desemprego muito elevado, afirmou o líder do BCE na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Governadores do, onde o banco manteve as suas principais taxas de juro inalteradas.

Antes disso, na comunicação inicial, Mario Draghi já havia reafirmado o seu compromisso de agir rapidamente e de forma firme se for necessário apoiar, através da política monetária, a atividade económica da zona euro.

«Estamos decididos na nossa determinação para manter um elevado grau de política acomodatícia e para agir rapidamente se necessário», sublinhou o líder do BCE, adiantando que não exclui a possibilidade de aliviar ainda mais a política monetária e reafirmando que as taxas de juro se manterão ao atual nível ou a um nível inferior por um longo período de tempo.

O BCE decidiu hoje manter as taxas de juro diretoras inalteradas, depois de em novembro ter decidido cortar os juros das principais operações de refinanciamento para um mínimo histórico de 0,25%.

Além da taxa aplicável às principais operações de refinanciamento, na reunião de hoje, o Conselho de Governadores decidiu ainda manter em 0,75% a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez, através da qual empresta dinheiro aos bancos a um dia.

A facilidade permanente de depósito, que permite aos bancos fazer depósitos de muito curto prazo na instituição, manteve-se em 0%.

A decisão de hoje não surpreendeu os analistas contactados pela Lusa que, na quarta-feira, já antecipavam esta decisão.