O Ministério das Finanças esclareceu esta segunda-feira que o Banco Central Europeu não vetou quaisquer propostas apresentadas pelo Governo para a CGD. O ex-líder do PSD, Marques Mendes, citou ontem o BCE dizendo que o supervisor da banca europeia pede, com urgência, um plano alternativo de capitalização e que levantou dúvidas sobre a nova administração. 

"Tanto o BCE quanto a Comissão têm apoiado o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, não tendo havido qualquer veto às propostas apresentadas pelo Governo, designadamente veto a nomes propostos. Nem qualquer exigência ou apresentação de um plano alternativo"

Fonte oficial do Ministério das Finanças reagiu assim, à Lusa, depois de Marques Mendes ter afirmado no domingo que existe neste momento “um braço de ferro” sobre este dossiê.

Divergências que terão tido expressão numa carta, a que o ex-líder social-democrata diz ter tido acesso, enviada pelo banco central à instituição financeira portuguesa a 8 de junho.

Entretanto, e questionado pelos jornalistas, o Presidente da República não respondeu se está preocupado com as alegadasquestões levantadas pelo BCE. Antes preferiu notar que a negociação está na reta final e que, "aparentemente, está adquirida uma realidade: é que a capitalização é pública".