O Fórum do Banco Central Europeu (BCE) reúne entre amanhã e quarta-feira em Sintra. Um encontro que contará com as presenças do presidente do BCE, Mario Draghi, a presidente da Fed, Janet Yellen, e o presidente do Banco de Inglaterra, Mark Carney.

O tema escolhido como tópico de trabalho para este terceiro encontro é “O desenho futuro do sistema monetário e financeiro internacional”. Uma temática que não poderia ser mais atual e à qual a saída do Reino Unido da União Europeia vem impor novos desafios.

O final da semana passada ficou marcada pela vitória do "leave" no referendo britânico, com a confirmação do Brexit a ser responsável por uma sexta-feira negra nos mercados.

Numa reação quase imediata, umas das primeiras oficiais após o resultado do referendo, Mark Carney assegurou que o Banco de Inglaterra “não hesitará em tomar ações adicionais” de modo a que os mercados se ajustem e a economia britânica cresça. E que, caso seja necessário, tem  250 mil milhões de libras (307 mil milhões de euros) prontas a serem usadas. Além de um volume “substancial” de moeda estrangeira. Medidas que pretendem dar uma resposta imediata “a qualquer volatilidade de curto prazo nos mercados”.

Depois do Banco de Inglaterra ter dito que tomará "todas as medidas necessárias" para lidar com os efeitos do resultado, também o Banco Central Europeu assegurou que está a acompanhar de perto o problema. A instituição garantiu estar pronta para imprimir moeda e fornecer liquidez em divisa estrangeira aos países europeus. Ecos de segurança que surgiram também vindos do outro lado o Atlântico da parte da Reserva Federal norte-americana e da Ásia, com os bancos do Japão e da Índia a mostrarem disponibilidade para cederem liquidez ao sistema.