O Banco Central Europeu (BCE) sublinha que as taxas de juro oficiais na zona euro, atualmente muito baixas, não se transmitem aos países que realmente necessitam delas naquele nível.

No boletim mensal de agosto, hoje publicado, o BCE afirma que «as taxas de juro oficiais, a níveis muito baixos, não se transmitiram aos juros aplicados ao crédito bancário em vários países nos quais os efeitos de orientação expansionista da política monetária seriam particularmente bem recebidos».

A entidade monetária adianta que «apesar da orientação expansionista da política monetária, as condições de concessão dos empréstimos bancários continuaram a ser heterogéneas».

O BCE adianta que «respondeu com determinação às consequências da fragmentação da política monetária, introduzindo diversas medidas convencionais e não convencionais, que contribuíram consideravelmente para aliviar as tensões financeiras».

Apesar de tudo, a fragmentação do setor bancário da zona euro e as pressões nos mercados da dívida soberana continuam a ser significativas, segundo o BCE.

«A fragmentação financeira diminuiu a eficácia da política monetária, já que as medidas de estímulo monetário introduzidas desde finais de 2011 apenas influenciaram as condições creditícias gerais em grande parte da zona euro», adianta a entidade.

O BCE baixou, a 2 de maio, a taxa de juro diretora para o mínimo de sempre de 0,5%.

O presidente do BCE, Mario Draghi, garantiu que as taxas de juro oficiais vão permanecer neste nível ou ainda mais baixo durante um prolongado período de tempo.