Um quarto da riqueza de Portugal pertence a 1% da população, segundo o estudo um economista do Banco Central Europeu (BCE).

O economista belga Philip Vermeulen parte da possível subavaliação de inquéritos, para concluir que a concentração de fortunas nos mais ricos é superior ao que se pensava. No caso de Portugal, aponta-se para uma concentração de cerca de 25% da riqueza nacional.

O documento conclui que os inquiridos que, integram os escalões de rendimento mais alto, quando interrogados sobre fortunas e ativos acumulados, têm maior tendência a omitir os valores reais da sua fortuna. Ou seja, a concentração de fortuna nos 1% e nos 5% da população mais ricos é superior ao que se pensava.

Embora não haja estatísticas oficiais do Instituto Nacional de Estatística sobre esta questão, o inquérito do BCE apontava para uma concentração de riqueza na ordem dos 21%. A análise do economista belga conclui que esse valor estará nos 25%.

Entre os nove países da Zona Euro analisados, Portugal surge como o terceiro país com uma maior concentração da riqueza, apenas atrás das Áustria e da Alemanha.