O bastonário da Ordem dos Economistas defende que a reforma da Segurança Social se impõe, que tem que se «fazer alguma coisa antes que a situação não seja controlável e sustentável».

A reforma impõe-se porque «estamos numa crise profunda, sem produção de riqueza suficiente para poder permitir que a Segurança Social continue, de maneira sustentável, a fazer o pagamento das pensões», afirmou Rui Martinho em declarações à Lusa.

O responsável, que é um dos organizadores da conferência 'Repensar a Segurança Social: Construir um Novo Contrato entre Gerações', a par da Fundação Gulbenkian e da revista Economia e Segurança Social, que hoje decorre em Lisboa, disse, no entanto, que se deve levar em conta que «há sempre períodos transitórios».

Porém, «porque se fala agora em fazer reformas neste setor», a Ordem dos Economistas gostaria que «fossem feitas de maneira mais científica», acrescentou.

E esse é, afinal, o objetivo da conferência, acrescentou o bastonário, propondo-se apresentar «de maneira séria, independente e apartidária àqueles que depois têm a possibilidade e a legitimidade de legislar sobre estes assuntos» as conclusões do evento.