Em janeiro, o número de empresas declaradas insolventes recuou 8,7% face ao mesmo período do ano passado, para 673, e foram criadas 4.447 empresas, mais 4,6% em termos homólogos., segundo dados da IGNIOS, especialista em soluções integradas de gestão de risco.

Contas feitas, em janeiro foram criadas 6,6 empresas por cada empresa insolvente, quando no mesmo mês de 2014, esse rácio era de 5,7 empresas.

«São sinais de que a economia portuguesa está a recuperar. Este primeiro mês do ano confirma quer a tendência de decrescimento das insolvências quer a de crescimento das constituições, reforçando um movimento que já se vinha a sentir desde o ano passado», afirma em comunicado o presidente executivo da empresa, António Monteiro.

A redução de empresas declaradas insolventes em janeiro deveu-se sobretudo à queda registada nos pedidos de insolvência, que recuaram quer em termos de insolvências apresentadas pela própria empresa (-2,6% para as 177) quer solicitadas pelos credores (-0,1% para as 239).

Já as declarações finais de insolvência (251) aumentaram cerca de 0,8%, tendo abrangido sobretudo empresas de «outros serviços», com um peso de 18,6% do total, deixando o setor da «construção e obras Públicas», que liderou o número de empresas insolventes em 2014, na segunda posição (com um peso de 17,8% em janeiro).

Em termos geográficos, os distritos de Lisboa (137) e Porto (131) foram os mais expressivos em termos de insolvências em janeiro, mas ambos reduziram o seu peso face ao registado no acumulado de 2014, respetivamente de 21,8% para 20,4% e de 23,1% para 19,5%, revela o comunicado.

Em sentido contrário, Braga e Aveiro voltaram a aumentar o seu peso, invertendo a tendência dos dois anos anteriores.

Em janeiro, foram constituídas em 4.447 novas empresas em Portugal, das quais cerca de 86,1% o fizeram com um capital social que não ultrapassou os 5.000 euros.

Os distritos de Lisboa e Porto foram os mais dinâmicos neste indicador, com 1235 e 795 empresas constituídas, respetivamente, mas ambos reduziram o seu peso no total nacional (de 29,3% para 27,8% e de 18,7% para 17,9%, respetivamente).

Já os distritos de Aveiro, Braga e Setúbal, que completam a lista dos cincos mais significativos, aumentaram o seu peso nas contas nacionais.