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Resgate iminente de banco espanhol provoca demissão

Rodrigo Rato deixa presidência da Bankia e da sua casa mãe

Por: Redacção    |   2012-05-07 14:39

A imprensa espanhola está a dar como iminente um resgate da Bankia e da sua casa mãe, o Banco Financeiro e de Poupança (BFA) e, entretanto, Rodrigo Rato apresentou já a sua demissão da presidência de ambas as instituições.

O responsável propôs para o cargo o ex-conselheiro delegado do BBVA, José Ignacio Goirigolzarri, refere um comunicado citado pela Lusa.

Rato, que até aqui tinha defendido a viabilidade da Bankia sem ajudas públicas, explica ter-se demitido por considerar que é o «mais conveniente para esta entidade».

Esta demissão surge depois da imprensa espanhola dar como iminente o tal resgate, uma operação que poderá custar ao Estado mais de sete mil milhões de euros e que deverá ser anunciada em breve.

O jornal «Expansion» cita fontes do Governo que asseguram que o anúncio do plano de saneamento da Bankia, que incluirá mudanças de alto nível na sua gestão, será conhecido antes de sexta-feira.

Esta segunda-feira, a meio da jornada, a Bankia caía mais de 4% na Bolsa espanhola perante a possibilidade, cada vez mais provável, da entidade necessitar de ajuda pública.

O Governo espanhol deverá aprovar, de resto, já na próxima sexta-feira, um decreto lei para sanear o setor financeiro do país e Mariano Rajoy admite injetar dinheiro na banca numa situação limite.

Ora esta pode ser precisamente uma situação desse tipo. Uma das hipóteses mais prováveis é de que o Estado injete capital na Bankia através de títulos contingentes convertíveis (conhecidos na gíria como «cocos»), uma forma de dívida que se transforma automaticamente em ações com alguns pressupostos que afetam a solvência do emissor.

A operação poderia custar ao Fundo de Reestruturação Bancária Ordenada (FROB) entre sete e 10 mil milhões de euros, segundo fontes do mercado.

No comunicado enviado aos órgãos de comunicação social Rato recorda que, como presidente da Caja Madrid (desde janeiro de 2010) e posteriormente como presidente da Bankia enfrentou «uma das conjunturas mais críticas que jamais sacudiram o sistema financeiro espanhol».

Rato recorda o reforço patrimonial, de mais de três mil milhões de euros, realizado desde 2011, nomeadamente através da Oferta Pública de Subscrição (OPS) e o plano estratégico que, considera, permitirá consolidar o futuro da entidade.
Explica ainda que apesar da conjuntura a Bankia registou lucros de 309 milhões de euros em 2011, com provisões de 1.200 milhões, sendo que o core capital da entidade ficou acima dos 10%.

«Cumpridas estas e outras metas decidi passar o testemunho a um novo gestor por considerar que é o mais conveniente para esta entidade», refere no mesmo comunicado.

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