
O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), Rui Riso, disse este sábado estar preocupado com o encerramento de 40 balcões da rede do Banif, realçando que se deve ao «decréscimo acentuado» da atividade económica no país.
«O Banif vai encerrar 40 balcões o que é muito preocupante e é o espelho de um acelerado decréscimo da atividade da economia de Portugal», disse à agência Lusa o dirigente sindical.
Na sexta-feira, o presidente-executivo do Banif, Jorge Tomé, afirmou que o banco vai fechar 40 balcões da sua rede de atendimento a clientes, em dois anos, decisão que tem a ver com um plano mais amplo de redução de custos da instituição financeira.
«Prevemos algumas saídas de pessoal. No plano estratégico, está prevista a redução de 40 balcões, mas grande parte do pessoal vai ser reafeto à reestruturação da rede. Esse movimento de saída é perfeitamente marginal e não tem, de todo, um impacto significativo» nas contas do banco ou em termos de redução de pessoal, sublinhou.
Considerando que o banco tem «saídas naturais» de pessoal, Jorge Tomé afastou a possibilidade de despedimentos coletivos no caso dos trabalhadores que não sejam reafetos à rede, admitindo «quando muito rescisões amigáveis».
Sem precisar o número de trabalhadores afetados pela decisão, o presidente-executivo do banco fundado por Horácio Roque esclareceu ainda que o que está previsto é «o encerramento a dois anos, no limite, de 40 balcões, sendo que estão três a quatro pessoas por balcão», o que soma «160 pessoas».