Os três responsáveis bancários acusados de não terem protegido três trabalhadores durante um ataque de manifestantes na Grécia, há três anos, foram condenados mas recorreram e foram depois libertados sob fiança, aguardando novo julgamento.

Um tribunal grego decretou suspender a sentença aos três supervisores bancários, que recorreram da decisão e foram libertados sob fiança, aguardando agora novo julgamento, disse um oficial de justiça, citado pela AFP.

Uma mulher grávida estava entre as três vítimas mortais do ataque de maio de 2010, num incidente que chocou a opinião pública grega e levou o presidente da altura, Carolos Papoulias, a dizer que o país tinha «chegado à beira do abismo».

Há três anos, a delegação de Atenas do cipriota banco Marfin foi atacada, com vários manifestantes a partirem as janelas e atirarem para dentro do banco várias bombas incendiárias em protesto contra as medidas de austeridade decretadas pelo governo de então.

O tribunal condenou o diretor do banco cipriota, Constantinos Vassilakopoulos, e o chefe de segurança da delegação em Atenas, Emmanouil Velonakis, a dez anos de prisão por homicídio por negligência, uma sentença suspensa em troca de 30 mil euros.

A diretora da agência, Anna Vakalopoulou, por seu lado, foi condenada a cinco anos de prisão, pela mesma razão que os restantes: falhanço na obrigação de tomar medidas preventivas face aos sucessivos ataques de que o banco estava a ser alvo e recusa de deixar os funcionários sair antes da chegada dos manifestantes, como era prática corrente nos outros bancos, o que originou a que os trabalhadores ficassem dentro das instalações, «presos como ratos».