O presidente executivo do CaixaBank, dono do BPI, Gonzalo Gortázar, manifestou-se hoje em Valência “muito satisfeito” com a evolução “muito positiva” do banco português desde a sua integração no grupo espanhol, em fevereiro de 2017.

“Conseguimos que, num momento de mudança [de acionistas], o banco [BPI] não tenha parado, mas sim mantido e acelerado o seu crescimento”, disse Gonzalo Gortázar na conferência de imprensa em que apresentou os resultados do terceiro trimestre de 2017 do CaixaBank.

O presidente executivo do banco espanhol “gostaria que o BPI mantivesse um crescimento estruturado de longo prazo acima do mercado” e assegurou que está em Portugal “para financiar mais e melhor” as empresas do país.

O espanhol CaixaBank teve lucros de 1.488 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017, um aumento de 53,4 % em relação ao mesmo período do ano anterior, com o banco português a contribuir com 180 milhões para esse resultado.

Em informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhol, o CaixaBank explica que obteve o maior benefício trimestral da sua história 649 milhões de junho a setembro, o que significa um aumento de 48,7% em relação ao trimestre anterior.

A contribuição do BPI foi de 103 milhões de euros para o trimestre e de 180 milhões de euros desde a sua integração no banco espanhol em fevereiro de 2017.

Mudança da sede para Valência é definitiva

O presidente executivo do CaixaBank garantiu ainda que a mudança da sede social de Barcelona para Valência devido à instabilidade política na Catalunha é definitiva, por razões “exclusivamente técnicas e para proteger o interesse dos clientes”.

Se o Conselho [de Administração] tivesse querido dizer que a mudança era temporária tê-lo-ia dito, e não disse nada a esse respeito”, afirmou o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2017, que se realizou, pela primeira vez, em Valência.

O banco decidiu em 06 de outubro último mudar a sua sede para fora da Catalunha devido à situação de instabilidade política na região.