O grupo Lloyds Banking Group, que tem 25 por cento de capitais públicos, conseguiu lucros líquidos de 1 148 milhões de libras (1 377 milhões de euros) no primeiro trimestre do ano, uma quebra de 24,7 por cento relativamente ao mesmo período de 2013, sobretudo graças ao controlo de custos.

Em comunicado enviado esta quinta-feira à Bolsa de Valores de Londres, o Lloyds indicou que os benefícios brutos nos primeiros três meses do ano foram de 1 369 milhões de libras (1 642 milhões de euros), uma quebra de 32,8 por cento face ao primeiro trimestre de 2013.

As receitas sofreram uma quebra de 58 por cento, situando-se nos 7 564 milhões de libras (9 076 milhões de euros).

Ao dar a conhecer os resultados trimestrais, o Lloyds assinalou que está a «fazer bons progressos» depois do resgate a que foi sujeito na sequência da crise financeira de 2008.

«Estamos a apoiar e a beneficiar da recuperação da economia do Reino Unido e estamos a conseguir oferecer maior rentabilidade e retornos mais fortes e menos arriscados aos acionistas», disse o presidente do grupo, António Horta-Osório.

O responsável assinalou ainda que a estratégia do grupo permitiu ao Governo britânico reduzir a sua posição no banco.

O Lloyds deu mais um passo na sua aproximação ao setor privado no mês passado, quando o Governo vendeu mais uma parcela da sua participação no banco, que se situa agora nos 24,9 por cento contra os anteriores 32,7 por cento.

A entidade indicou ainda que espera pedir na segunda metade deste ano autorização para começar a pagar dividendos, sublinhado que os custos operacionais baixaram cinco por cento.