O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, vai continuar em silêncio.

O comunicado enviado às redações diz, num primeiro ponto que, «o Dr. Ricardo Salgado aguarda pelas conclusões do relatório da auditoria forense realizada às contas do Banco Espírito Santo, relativas ao primeiro semestre de 2014, que está a ser feita pelo Banco de Portugal e pela PwC , momento em que se reserva o direito de se pronunciar sobre as mesmas».



«Quando o tempo e o contexto permitirem uma análise objetiva e serena do que precipitou a queda abruta do valor do BES e a consequente intervenção do Estado, o Dr. Ricardo Salgado pronunciar-se-á sobre o que, na sua perspetiva, provocou esta crise e o seu desfecho», conclui a nota.

Neste domingo, o governador do Banco de Portugal apresentou o Novo Banco, onde os depositantes podem ficar salvaguardados, separando-o do BES, que ficou com os ativos tóxicos, o «bad bank».

Carlos Costa referiu-se na conferência de imprensa de domingo à noite a atos de gestão da equipa de Ricardo Salgado que agravaram, em dias, os prejuízos do BES em 1,5 mil milhões de euros de um total de quase 3,6 mil milhões em seis meses. O governador do BdP referiu-se à auditoria forense que está em curso.

Começa a ser conhecido o que fica no BES. Segundo decisão hoje conhecida do BdP, o BES Angola, o banco de Miami e o líbio Aman Bank ficam no «bad bank», que atribui ainda a este veículo 10 milhões de euros para ajudar a administração na recuperação de ativos.

O Banco de Portugal confirmou também esta segunda-feira o nome de Vítor Bento para liderar o Novo Banco, que vai concentrar os ativos considerados bons do Banco Espírito Santo (BES). O governador Carlos Costa nomeou Luís Máximo dos Santos como o presidente do «bad bank».