
O médico coreano-americano Jim Yong Kim iniciou esta segunda-feira as funções de presidente do Banco Mundial (BM), e prometeu trabalho árduo, para assegurar que a crise internacional não faz recuar o combate contra a pobreza.
O novo líder do BM prometeu também continuidade na missão da instituição, que é de ajudar os países mais pobres do mundo, e não deixou indicações de que vai mudar os processos de trabalho herdados do antecessor, Robert Zoellick.
«Vamos continuar a trabalhar com inovação, com rigor analítico e com um grande paixão, trabalhando em parceria com os governos, com as organizações da sociedade civil, com o setor privado e, mais importante do que tudo, com as pessoas que vivem na pobreza, a quem aspiramos servir», disse Jim Yong Kim, à entrada do BM, citado pela Lusa, no primeiro dia de trabalho à frente da instituição.
O responsável admitiu que assume funções «num momento fulcral para a economia do mundo», devido à situação de crise da zona euro e ao abrandamento económico nos maiores países, que tem efeitos negativos sobre os países mais pobres e vulneráveis em todo o mundo.
«Os funcionários do banco esforçam-se com paixão para cumprir os objetivos de aumentar a produtividade e erradicar a pobreza».
O BM tem cerca de nove mil funcionários, muitos deles economistas e especialistas em políticas públicas e, nos 12 meses terminados a 30 de junho tinha emprestado, atribuído financiamento e garantido empréstimos no valor total de 52,6 mil milhões de dólares (euros).
Ao contrário dos banqueiros, diplomatas e economistas que têm liderado o BM no passado, Jim Yong Kim é formado em medicina e doutorado em antropologia e tem desenvolvido projetos de combate ao HIV/SIDA e à tuberculose em países em vias de desenvolvimento.
«É de forma humilde, mas com inspiração, que começo hoje as funções de presidente». «Não vejo a hora de começar. Tenho passado a maior parte da minha vida adulta nalgumas das mais pobres comunidades no mundo», referiu o novo líder do BM.