O presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Werner Hoyer, mostrou-se esta sexta-feira «muito otimista» com o fim do programa de assistência a Portugal, o que deverá acontecer a 17 de maio, segundo o Governo.

Werner Hoyer falava aos jornalistas à margem da sexta Cimeira Europeia das Regiões e das Cidades, que decorre entre hoje e sábado em Atenas, capital da Grécia.

«Vejo avanços no processo de recuperação económica de todos os países sob programas de assistência financeira. As coisas estão a avançar na direção certa. O problema é que demora muito tempo a ver os desenvolvimentos económicos no mercado de trabalho», disse o presidente do BEI.

No caso português, o Governo de Pedro Passos Coelho estima a saída do programa de assistência financeira a 17 de maio, embora ainda não tenha decidido sobre o tipo de saída, com ou sem programa cautelar.

«Estou muito otimista quanto à saída portuguesa. Acho que foram tomadas medidas necessárias e agora é necessário ver qual como é que elas se relacionam com o verdadeiro mercado económico», disse.

Werner Hoyer defendeu ainda um olhar para depois da crise, focado na produtividade e na competitividade numa escala global: «A Europa perdeu seis anos com a crise e outros mercados ganharam terreno, perdemos uma parte do nosso potencial tecnológico. Por isso, temos de voltar a focar-nos na educação, investigação e inovação».

No discurso que deu na abertura da cimeira, o presidente do BEI sublinhou os «primeiros sinais de recuperação» da Europa. «Vemos uma "luz" ao fim do túnel, mas não é um comboio que vem na direção oposta», ironizou.

«A Irlanda regressou aos mercados, Portugal vai seguir [esse caminho], esperemos que a Grécia os acompanhe», afirmou.