Pode ser desta que o BPI vê o tema Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank avançar, já que há sinais concretos de que os opositores há oferta vão aceitar a desblindagem de estatutos, fundamental para que o processo siga.

Depois em entrevista de Tiago Violas Ferreira, administrador do grupo Violas, que através da Violas Ferreira detém quase 3% do capital do banco, ter assumido que não continuariam a bloquear o processo em prol do futuro do banco, ontem foi a vez de a administração dar mais um passo para desbloquear a situação. 

Em comunicado, a administração do BPI comunicou que enviou para Luanda uma proposta que permite resolver o impasse da desblindagem de estatutos e o problema da exposição excessiva a Angola. O BPI propõe ceder controlo do BFA - Banco Fomento de Angola a Isabel dos Santos em troca da desblindagem de estatutos.

Atualmente, o BPI detém 50,1% do capital do BFA, enquanto a Unitel é dona de 49,9%. Com esta proposta o BPI quer resolver, de uma vez por todas, a exposição do BPI ao risco em Angola. Uma exposição que tem sido alvo de "puxões de orelhas" do Banco Central Europeu (BCE) que quer que o banco português não ultrapasse os níveis de exposição impostos por Bruxelas.

O CaixaBank detém quase 45% do BPI e a Santoro, de Isabel do Santos, aproxima-se dos 19%, sendo os dois maiores acionistas do banco.

O CaixaBank lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) a 1,113 euros por ação, mas será preciso desblindar os estatutos para pôr fim ao limite de votos de 20% - mesmo que um acionista tenha mais capital só vota com este limite.

Ontem as ações fecharam acima os 1,09 euros e hoje o regulador determinou a suspensão do título até ao anúncio de informação relevante.

Juros a ditar andamento Europeu

O principal índice português segue em alta de 0,58% para 4.565,08 pontos a acompanhar a tendência na Europa animada pelos sinais dados pelo Banco do Japão e a aguardar o resultado da reunião da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos.

O Banco do Japão (BoJ) anunciou hoje que vai modificar a composição do seu enorme programa de compra de ativos com o objetivo de evitar uma queda das taxas de juro a longo prazo. Esta alteração visa manter o rendimento dos títulos de dívida japonesa a dez anos (o qual é inversamente proporcional às taxas de juro a longo prazo) em torno de 0%, disse o BoJ em comunicado no final da sua reunião mensal de dois dias.

E se o Japão flexibilizou a política monetária no outro lado do planeta a Fed deve deixar os juros inalterados. Janet Yellen, presidente do banco central da maior economia do mundo, deverá fazer um discurso cauteloso, que prepara os investidores para a subida dos juros mas só em dezembro. Se assim for, e as taxas começaram a normalizar, será uma boa notícia para os investidores num sinal claro de maior robustez da economia norte-americana com as ondas de impacto que isso tem nos outros países.

Em Lisboa a maioria dos títulos segue em alta. O BCP é a maior ajuda ao PSI20, a ganhar 0,64% para 0,0156 euros, mesmo assim próximo de mínimos.

Sinais de menor otimismo dos CTT que derrapam 0,36% para 6,259 euros.