A rendibilidade das empresas não financeiras caiu para metade em apenas seis anos, entre 2006 e 2012, apesar de ter recuperado ligeiramente no final do primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Banco de Portugal.

Crédito malparado atinge novo máximo histórico

O Banco de Portugal inclui um novo capítulo com estatísticas sobre empresas não financeiras no boletim que publica mensalmente com um agregado das estatísticas nacionais.

Neste novo capitulo, que analisa evolução económica e financeira deste tipo de empresas, a instituição liderada por Carlos Costa explica que entre o final de 2006 e o final de 2012 a rendibilidade destas empresas caiu de 4,1% para 8,1%, tendo no entanto recuperado ligeiramente para os 4,5% no final do primeiro semestre deste ano.

Este período de crise fez também com que a rendibilidade das empresas privadas, sempre superior à das empresas públicas, se tenha aproximado deste grupo de empresas, com quase todos os setores de atividade a contribuírem para esta quebra que aproxima rendibilidade empresas privadas das empresas públicas.

Exceção feita a este contributo negativo estão empresas em dois setores de atividade, o da eletricidade, gás e água e o das indústrias, que têm as maiores rendibilidades.

A estrutura de financiamento também sofreu alterações, com o peso do capital próprio no financiamento das empresas a diminuir, por contrapartida de financiamentos externos.

O custo deste financiamento nas empresas não financeiras atingiu um pique máximo de 5,4% em 2008, tendo caído para um mínimo de 3,4% em 2010, mas «tem vindo a aumentar num período mais recente», diz o BdP.