O montante dos novos contratos de crédito ao consumo em Portugal teve um crescimento homólogo de 17,2% para 485,9 milhões de euros em junho de 2016, suportado no forte aumento do crédito pessoal, segundo dados do Banco de Portugal (BP). Mas o montante acabou por cair na comparação face ao mês anterior em 2,2%.

Em termos homólogos, o crédito pessoal destinado à Educação, Saúde, Energias Renováveis e Locação Financeira de Equipamentos que, ao disparar 72,3% para 3,07 milhões de euros, deu ao maior impulso.

No entanto, foi a rúbrica de outros créditos pessoais sem finalidade específica aquela que teve um maior peso em termos efetivos, tendo em junho último ascendido a 202 milhões, a que corresponde uma subida homóloga de 14%.

E poderíamos continuar a olhar para os dados do Banco de Portugal para verificarmos que, desde janeiro de 2015 que em qualquer comparação homóloga o valor do crédito pedido em sempre superior. Sendo que até os 442,6 de março de 2015 são superados pelos 537,4 milhões de março de 2016, em termos homólogos.

Crédito automóvel sobe mais para carros novos

No caso do crédito automóvel, o valor dos empréstimos para viaturas novas, com reserva de propriedade e outros, escalou 39,4%, em termos homólogos, para 47,4 milhões. Enquanto na mesma modalidade, mas para automóveis usados, a subida foi de 36,9% para 110,2 milhões.

Já o crédito para compra de automóveis usados em locação ou ALD subiu 2,8% para 6,2 milhões mas para viaturas novas caiu 18,8% para 26 milhões.

Em termos de números, os novos contratos de crédito ao consumo em Portugal aumentaram 4,6% em junho de 2016, face ao mesmo mês de 2015, mas quando comparado com o mês anterior, houve uma queda de 2,7%.

Estes valores são obtidos a partir de informação que as instituições de crédito reportam ao Banco de Portugal.