O governador do Banco de Portugal defendeu na terça-feira a alteração dos mecanismos para a pré-reforma e a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) vai levar o tema à concertação social. Carlos Costa defendeu os mecanismos para quem já trabalha há muito tempo e não se adaptou às novas condições do mercado.

De acordo com a «TSF», os patrões dizem que não faz sentido ter trabalhadores com longas carreiras contributivas que não se podem reformar sem penalizações, numa altura em que há tantos jovens qualificados no desemprego.

Para a CIP, é preciso dar o lugar aos mais novos. Para a entidade não faz sentido penalizar, na hora da reforma, quem tem longas carreiras contributivas, apenas porque tem menos de 66 anos.

Em declarações à «TSF», António Saraiva admite que há muitos trabalhadores «cansados» que, de facto, não se adaptaram às novas realidades da economia e apresentam menos apetência para as novas tecnologias.