A segunda fase do processo de venda do Novo Banco terminou hoje, tendo sido selecionadas cinco das sete entidades que estavam na corrida para apresentarem propostas vinculativas até ao final de junho, anunciou o Banco de Portugal esta sexta-feira.

«O Banco de Portugal convidará as entidades selecionadas a apresentarem, até ao final de junho de 2015, propostas vinculativas para aquisição do Novo Banco», lê-se no comunicado do supervisor, que não identifica as instituições em causa, escreve a Lusa.


O convite será acompanhado do caderno de encargos específico que estabelece o procedimento a seguir nesta terceira fase, no decurso da qual «os candidatos terão acesso a informação mais detalhada sobre o Novo Banco e terão a oportunidade de realizar uma due diligence», realçou a entidade liderada por Carlos Costa.

E acrescentou: «A decisão do Banco de Portugal foi antecedida de um procedimento de audiência prévia, ao abrigo do qual as entidades não selecionadas nos termos de decisão preliminar dispuseram de um período de dez dias úteis para se pronunciarem sobre o sentido dessa decisão».


Das 17 instituições que participaram na primeira fase e das 15 que foram avalizadas pelo supervisor para passar à segunda fase, apenas sete formalizaram esse interesse, tendo agora o lote de potenciais compradores do Novo Banco baixado para cinco.

A «atratividade da oferta financeira», leia-se, o melhor preço, é o principal critério de escolha entre as propostas que forem apresentadas para a compra da instituição agora liderada por Eduardo Stock da Cunha.

O segundo critério mais valorizado para a escolha do comprador será a sua disponibilidade para comprar a totalidade dos ativos colocados à venda, seguindo-se-lhe os planos estratégicos e de desenvolvimento apresentados para o Novo Banco, e o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade do setor em Portugal.

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.